Não acredito que um dia fui tua;
Eu te amava e você só me usava;
Eu tenho nojo até de nossas lembranças;
Você jamais me tocará outra vez,
Prefiro dar o meu corpo a um desconhecido,
Acho que um desconhecido me trataria melhor;
Já não quero saber das tuas mentiras,
E só de lembrar que você quis ter minha amiga
Sinto a vontade de cortar o teu pênis,
Seu desgraçado! Eu te odeio mais a cada dia
Porém pelo menos isso me liberta para um novo amor;
Agora eu quero alguém que me entenda
E que sacie o prazer que você ensinou-me a sentir
E seu estúpido, vê se me esquece
Já não suporto nem mais te odiar...
Sejam bem vindos! Novas postagens aos sábados e domingos, obrigada pela atenção!
Esperança
Estou com uma vontade louca
De conhecer novas pessoas,
Ter novos amores,
De me aventurar;
Fui em busca, e tenho novos amigos,
Amores em construção,
Aventuras em planos;
Está sendo tão bom eu me apaixonando,
Rindo mais, sendo correspondida
Ampliando meus conhecimentos, amizades
E um pouco mais de esperança
Estou reerguendo-me outra vez
Agora já estou melhor, está sendo mais fácil
Recuperar todo o tempo perdido, e voltar a ser feliz.
De conhecer novas pessoas,
Ter novos amores,
De me aventurar;
Fui em busca, e tenho novos amigos,
Amores em construção,
Aventuras em planos;
Está sendo tão bom eu me apaixonando,
Rindo mais, sendo correspondida
Ampliando meus conhecimentos, amizades
E um pouco mais de esperança
Estou reerguendo-me outra vez
Agora já estou melhor, está sendo mais fácil
Recuperar todo o tempo perdido, e voltar a ser feliz.
Amante imaginário

Por que não vem e enche meus vazios de prazer?
Por que não alimenta minha dor com palavras meigas?
Podem ser falsas, todas uma farsa;
Por que não vem e me diz como é bom estar comigo?
Por que não me joga na cama e transa comigo até sentirmos orgasmo?
Por que não não me leva para conhecer lugares novos?
Me tira dessa monotonia;
Por que você não existe?
Me vejo todos os dias e os mesmos passam rápido,
Os relógios não marcam mais as horas;
Me resta você, amante, amante imaginário,
Por que não aparece, vira real?
Te quero com pele, com nome,
Com manias e vontades,
Não mais somente como um fruto da minha imaginação;
Cansei de viver de sua companhia imaginária
Quero que se torne real,
Quero que saia de meus sonhos e me faça um café
Para que tomemos juntos, em frente à televisão.
Amante imaginário, apareça em corpo presente,
Que se torne alguém que possa estar comigo além dos pensamentos,
Que eu pudesse chamá-lo e viesse até mim,
Que um amigo nos apresentasse num dia qualquer;
Simplesmente queria te ter ao meu lado de verdade,
Pois desde que te criei me conformei em estar só,
Pois é como se você existisse, só que longe de mim,
Gostaria que você existisse em alguém e que esse alguém aparecesse para mim
E me fizesse companhia,
Pois às vezes necessito de carinho,
Coisas que uma imaginação não pode me dar.
Anjo meu

Anjo meu que me alucina,
Horas tristes em desalento;
Vejo teu belo rosto formado em gotas d’água cristalinas
Digas-me: qual a fórmula para o amor?
Já procurei no teu sorriso,
Em cada lágrima que escorreu por tua face, por cada gesto
E não sei explicar de onde vem
Tal amor bambino e delicado
Com a força do inexplicável.
Só queria que me dissesse
O quão amor é o teu por mim
Pois i meu é do tamanho do infinito.
Eu te ofereço uma rosa

Eu te ofereço uma rosa,
Com cada qual sua dor
Eu te ofereço uma
Branca,
Por todas as noites de amor
Em frente à lareira,
Sobre a lua, as estrelas;
Eu te ofereço uma rosa,
Com cada qual, sua dor
Cor-de-rosa;
Por suas caricias,
Que foram e já não voltam mais;
Eu te ofereço uma rosa, com cada qual sua dor,
Uma rosa amarela,
Da cor dos muitos lençóis que manchamos;
Eu te ofereço outra rosa,
Uma rosa vermelha,
Da cor da paixão e do desejo
Que tive por ti;
Eu te ofereço uma rosa
Com cada qual sua dor
Uma rosa roxa,
Pétalas que brotaram em meu coração;
Amor que só nasce em coração de trouxa;
Eu te ofereço todas as rosas,
E os espinhos eu retirei;
Eu te ofereço uma rosa negra,
Rosa vermelha envelheceu,
Em seu lugar,
Rosa negra toma meu coração
Que já não bate;
Eu te ofereço uma rosa,
Que diz tudo sobre nós,
Eu te ofereço uma rosa
Azul como teus olhos
Eu te ofereço as pétalas de
Todas as cores.
Eu te ofereço rosas,
Pois meu coração,
Você já levou;
Fique com minhas rosas,
Fico com teus espinhos.
Reencontro

Se não tivesse eu,
Hora para chegar em casa,
Teria me entregue ao teu corpo,
E subitamente, não o conheço!
Seria tua se não fosse
A falta de tempo, os desencontros,
A lucidez, as manias, as tradições,
Os bons costumes, o velho padrão de vida;
Se não soubesse bem que posso me apaixonar fácil,
Eu olharia sem medo para os teus olhos que me embriagam,
Olhos voluptuosos e cheios de incertezas.
Olhos de ressaca, cheios de malícia;
Desejei tanto os teus beijou e enfim os obtive,
E esses podem tornar-se um vicio;
Enquanto lembro cada detalhe daquela noite,
Será que ainda se lembra de mim?
Sou tão louca, obstinada, esquisita;
Você tão bêbado, tão viciado, tão esquecido;
Eu tão confusa, tão perversa e ao mesmo tempo amável;
Você tão amante, tão imprevisível e cheio de pegada.
Afinal, quando será nosso reencontro?
E afinal, será que haverá um reencontro?
Não sei se terá outro encontro,
Mas gostaria de repetir tudo de novo.
Melancolia

Enquanto ouço minhas músicas melancólicas
À companhia do vinho,
Você está transando com minha vizinha da frente.
Tudo posso ver, mas não sangro,
Não sinto dor nem saudade daquela pele tatuada,
Não sinto falta daquela boca cheia de piercings com gosto de tabaco.
Aliás, só Marlboro era o que fumava;
Não sinto mais vertigens das tuas loucuras,
Nem abstinência do teu sexo,
Agora que se deita com aquela maldita
Que não exita em se apossar dos meus restos,
Que por prazer se apodera dos meus sofrimentos,
Que bebe a angustia e dor da minha perda.
Já não me importo,
Se a tua pele não toca mais a minha
E toca a pele da outra,
Se a tua boca não beija mais a minha
E agora beija a boca da outra,
E não me importa se ainda fuma ou bebe,
E não me importa se um dia te venerei,
E não me importa se prefere wisk,
E já não me importa o que te importa,
E já não me importo, pois já não há nada com que me importar.
As tuas tatuagens que brincavam com as minhas,
As tuas mãos que deslizavam no meu corpo,
O teu sangue que se misturava ao meu,
O filho que sem saber eu abortei.
E na verdade ontem descobri,
Que posso te perpetuar,
Num envelope, o resultado
Você será pai.
Não acho que você merece saber,
Mas a criança não tem culpa,
Se ela você não quiser conhecer,
Vá para bem longe e não volte mais,
Direi a ela que faleceu jovem
E que te amei demais.
Insônia

Noites tardias
Passo em claro,
E esse calor que não passa.
Doce insônia que me domina,
Desejo-te e nego a mim mesma,
Esse teu corpo másculo;
Outrora te vejo como um sonho,
Sinto arrepio e ódio quando o vejo,
Tudo ao mesmo tempo;
Sinto que no fundo
Tudo que eu quero,
É que você me dê prazer,
Enquanto isso,
A insônia não passa.
Recordações

Hoje quando você acordar
E perceber que está completamente só,
Lembrará das coisas que poderia ter vivido,
Mas por alguma razão não as fez,
Perceberá quantas pessoas passaram por sua vida,
Quantas ficaram,
Quantas se foram,
Recordará de todos os acontecimentos,
De quantos amigos perdidos,
De quantos amores partidos,
De quantas desilusões,
E perceberá que algo falta,
Lembrará as chances que desperdiçou,
Entre a mesa e o café,
Lembrará de quantas aproveitou,
Quantos corações feriu,
Quantos você guardou,
Lembrará que muitas escolhas foram certas ou erradas,
Pensará por que escolheu outro caminho,
Refletirá se é realmente feliz ou não
E no final, se lembrará de mim.
Possuída

Ando pelas ruas de madrugada;
Deito nos túmulos do cemitério ao lado;
Bebo vinho que encontrei numa encruzilhada,
Transo com caras que nem conheço;
Penso em coisas que não se podem pensar,
E faço coisas que não devia fazer,
Vivo meus dias sombrios como se cada um fosse o ultimo;
Tenho pavor que toquem os meus cabelos,
Gosto do cheiro do perfume alheio;
Gosto que beijem o meu corpo inteiro,
Não diga que sou um brinquedo!
Ah! Garoto insano!
Sou um corpo sem alma e sem pudor!
Eu não sinto remorso pelos corpos que matei,
Nem por todo o sangue que eu derramei.
Eu roubei a tua alma cretino!
Acha que vou devolver?
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