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Transtornada



Ninguém mais irá me usar
Ninguém mais irá irá me ferir
Ninguém mais irá me tocar
Eu cansei de ser usada.

Vou me trancar em minha casa
E viver uma tortuosa solidão
Sair somente quando necessário
Irei me fechar pro mundo, que me odeia
Irei parar de deixar que me usem, abusem e depois cuspam quando se cansem.

Não irei permitir não mais tanta hipocrisia
De me usarem e eu fingir que estou gostando
Eu só sei chorar, chorar e chorar
Apesar de que que agora não saem mais lágrimas
Eu só quero poder ficar só com os meus pensamentos
Eu só quero poder ficar só... sofrendo num canto

Eu não quero de saber de ninguém, eu quero ficar só!
Já procurei ser uma boa pessoa e só me pisaram
Tentei dar amor e fui desprezada
Quis amar e me machuquei
Não pedi nada em troca e recebi injúrias, inveja, xingamentos e indiferença

Vou jogar fora tudo que aprendi que é bonito
Não quero mais saber de ninguém pois ninguém me merece
Chega de humilhação, eu tenho amor próprio!

Deixa que o tempo vai amenizar
Eu aprendi a calar e ouvir
Porém hoje eu irei dizer tudo que está entalado em minha garganta
Eu não quero saber de ninguém, eu quero ficar sozinha....

Sexo




Sinta no corpo um forte desejo
Um tesão, uma excitação;

Nem precisa de homem ou de uma mulher
Ou das tuas mãos,
A vontade vem de dentro pra fora até não suportar
Então busca de várias maneiras saciar esse delírio assassino
Compra uma hora com uma prostituta, usa as mãos ou até mesmo comete um crime,
Mas não deixa esse fogo queimando esperando apagar.

Busca com um parceiro, amigo, desconhecido ou vítima
Saciar o insaciável por ao menos uns minutos ou horas até se cansar
Mas logo que acaba passa um tempo e volta a vontade
E novamente arranja um modo de aliviar-se.

É pior que um vício, um pecado maldito que não dá para corromper
Quem começa uma vez nunca para, se torna uma tara e por vezes até doença
Se então não mais suporta esse vício procure ajuda ou viva com isso.

Uma grande mentira

Vivi tanto tempo numa mentira
Que já nem sei quem realmente sou
Só agora em repouso com o silêncio
Posso reorganizar-me e redescobrir-me
Às vezes isso me dói mas é necessário
Saber que pouquíssimas pessoas gostam de mim de verdade
Que tenho com muitas poucas pessoas para contar

Não posso reclamar.
Tenho pais maravilhosos e uma boa saúde
Não passo fome ou necessidade
E tenho uma melhor amiga
Mas por muito tempo vivi uma mentira

Minha vida em parte é uma mentira
Busquei amizade de todos para tentar tapar um vazio dentro de mim
Porém não adiantou
Há tantas coisas que fingi gostar só para me aproximar
Há tantas coisas que fingi não gostar por que muita gente não gosta
Por um longo tempo vivi uma mentira

O tempo é precioso e me ajudou a mostrar parte do caminho
Sou amante de todo tipo de arte
Sou poeta, sou atriz,
Pintora, desenhista e artista,
Posso ser o que quiser
Menos continuar vivendo uma mentira.

Que você seja feliz

Queimei fotos e retratos
Pra te esquecer
Já que me resta somente recordações;
Queria saber o motivo
Queria saber o porquê
De tudo ter cabado

O meu desejo é saber onde está
E tirá-lo de vez de minha alma
Queria saber o motivo
Queria saber o porquê
De tudo ter acabado

Há um grande espaço entre nós
Que cresceu sem eu ver
Cada vez mais e mais
Até você desaparecer daqui

Viva sem medo agora
Já que enfim está com outra
Já faz tanto tempo mas ainda não entendo
O que sinto por dentro,
Viva agora sem vergonha
Agora que encontrou a felicidade
A culpa foi minha, foi indiferente
Não dá mais para consertar o meu erro

Pendurei fotos restantes num quadro
Pra eu sempre olhar
Eu ainda não pude esquecer como era bom
Queria saber o motivo
Queria saber o porquê
De eu ter deixado o fim acontecer

Viva sem medo agora
Já que enfim está com outra
Já faz tanto tempo mas ainda não entendo
O que sinto por dentro.

Eu ainda te amo

...Recordarei como se não houvesse acabado,
Recordarei de todas as lindas lembranças aqui comigo guardadas...

Te olharei mesmo de longe, já é suficiente
Te pensarei a cada ato, a cada pulsada
Eu olharei a tua foto, num cartaz publicitário
Imaginarei-o ao meu lado, como meu amado

Eu me casarei contigo, ao menos em pensamento
Terei-o em minhas mãos, para acariciá-lo
Pois meu amor é tão que chega a doer
E por essas e outras, eu te roubarei uma foto

Já te procurei nas ruas e em faixas de pedestres
E quando fecho os olhos, é tua imagem que eu vejo
Teu rosto estampa revistas e jornais
E depois do sucesso, de mim não lembra mais

Irei aguardar por um sorriso teu
Enquanto isso não ocorre recordo tudo
O que já esqueceu,
E na ânsia de tê-lo ao meu lado
Eu te roubo outra foto.

Era tão bom no tempo em que ficávamos juntos
Passeando pelo jardim, abraçados
Nunca se preocupou com nada, dizia me amar
Mas no dia em que a vida te afortunou,
De todos que mais o amam, abandonou;
Te perdi para fama, para o dinheiro e sucesso

Eu me casarei contigo, ao menos em pensamento
Terei-o em minhas mãos, para acariciá-lo
Pois o que sinto é tão que chega a doer
E por essas e outras, te roubo uma foto

Eu sei que um dia irá cair em si,
Estarei aqui esperando o seu retorno...

Afundando em lágrimas



Garçon, me vê aí uma garrafa de wisk
Que eu quero beber com maças desidratadas
Manda aí uma garrafa de vodka com limão
E traga os pepinos em conserva
Que eu quero afogar as mágoas...

Eu vou comer pêssegos em calda,
Vou ter uma overdose de tanto me embebedar,
Mas irei enfim lhe tirar do pensamento...

E assim vou me afundando nesse equívoco
Para esquecer que um dia te conheci;
E assim vou me afundando nesse equívoco
Pois não sei engolir a seco tanta agonia.

Já bebi vários copos, de bebidas divergentes
Já conheci o ódio, a melancolia e a inveja
E em tantos drinks, não sobra mais nem a cereja
Já não quero colo, e dispenso conselhos
Não me olho mais no espelho, os amigos não vejo
E só me resta lamentar pois não caibo em desespero
De saber que nunca irei te recuperar

Agora perco o sono, passo noites em claro
E desabafo com bebidas, porque você morreu.

Temporal de outubro

Ouvindo músicas antigas
Nada a ver comigo,
Fazem-me querer lembrar coisas
Que não sei explicar
Dá-me um aperto no peito
Nesse temporal de outubro.

As horas passam confusas
E eu presa aqui em casa
Sem poder ir ao teu encontro,
Nesse temporal de outubro.

Quero você mais do que ontem
E amanhã vou querer mais do que hoje
Com certeza
Nesse temporal de outubro.

E nada mais vai mudar esse meu jeito
Nem mesmo a chuva, o tempo,
Nesse temporal de outubro.

Se hoje não o vejo
Aperta o desejo, a saudade,
E amanhã se o ver
Farei tudo o que não fiz com você
Nesse temporal de outubro.

Nada mais

Eu sangrei por dentro quando
Você me deixou,
Lagrimas saíram só depois
Que caí em si;
Desculpas já não quero ouvir da tua boca,
Eu me odeio por ter te conhecido, mas,
Antes de tudo,
Eu te odeio,
Por não ter me amado;
Eu só queria
Um amor sincero,
Nada mais.

Orgulho

Orgulho em meu coração partido, desde que o partiste;
Orgulho da dor que eu não tinha até chegares;
Orgulho da minha noite, que no teu olhar nutriu-se;
Entre tu e tua mão um precipício;
O sol se põe em ti;
Não partilhar tua paixão,
Lá no fundo de ti
É então melhor perdeste do que todo o resto,
Que nada mais eu quis,
Parte de mim vai quando o perco;
A distância é de ti até mim meu bem,
Nada mais eu quero,
Além de ti.

Sentimentos revirados

Eu queria desacreditar,
Pois não é fácil compreender tantos altos e baixos.
Necessito ter fé, pois sem fé
Não adianta insistir que não terei progresso.

Eu queria entender
Pois na verdade o que acontece são desentendimentos,
Não é que tudo aconteça comigo,
Mas sim é que tudo isso,
Seja só uma maneira de me fortalecer.

O que é realmente de valor são
Os bons e sinceros sentimentos
E, acima de tudo CARÁTER
Pois sem caráter, somos apenas vermes
Humildade - Não é possível dizer que uns são melhores que outros;
Somos todos iguais;

Sei que o de cada um está reservado,
E que colhemos o que plantamos
E assim recebemos -ou devemos receber- aquilo que semeamos,
E lembrar sempre: Quando partirmos, não levaremos nada conosco
E nossos corpos, serão apenas lixo;
A triste realidade é que o homem de hoje é muito materialista.